Senador Aécio Neves: Já foi o tempo em que eleição parava o Brasil

Com país estagnado há mais de seis meses, a proximidade do período eleitoral e suas históricas paralisias administrativas já nem assustam tanto assim

O Brasil está a uma semana de hibernar por três a quatro meses. Dependendo do tamanho da cama que cada um dos estados irá deitar para eleger os novos prefeitos de suas cidades. Era motivo para se preocupar, certo? Correto. Então, por que não está ocupando tanto assim o noticiário político e econômico como sempre acontece no período pré-eleitoral? Porque, do ponto de vista político e econômico, o Brasil já vive um sono profundo há praticamente sete meses.

Na sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira, o senador Aécio Neves traz à tona pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrando que até mesmo órgãos vitais da economia brasileira estão estagnados há tanto tempo que já se começa a desconfiar se o longo período de sono profundo, na verdade, caminha para um quadro de coma irreversível

CLIQUE AQUI E LEIA O ARTIGO DO SENADOR AÉCIO NEVES NA FOLHA DE S. PAULO

Os números do PIB desde o último quadrimestre de 2011, que insistem em se manter em níveis de crescimento microscópicos, já não apenas assustam o empresariado; eles fazem com que o setor produtivo amadureça a certeza de que nenhuma solução real será apresentada pelo governo federal. Uma clara demonstração de que a incapacidade gerencial do Governo Dilma Rousseff afeta de forma vital a confiança de quem o Brasil depende para crescer.

Um dado do setor industrial se torna um exemplo perfeito de como a estagnação da economia brasileira já não é mais apenas um efeito passageiro das intempéries do cenário mundial. A indústria de transformação, que fechou 2011 hibernada – crescimento de 0,1% -, começou 2012 respirando por aparelhos e perdendo sinais vitais: já acumula um recuo de 3,3%.

Daqui uma semana, Brasília começa a se esvaziar; o noticiário econômico perderá páginas nos jornais para dar espaço às batalhas das urnas e ninguém mais vai se preocupar (pelo menos nos próximos três ou quatro meses) com a inércia administrativa do governo federal em relação aos problemas estruturais do país.

Aos incompetentes, benditas sejam as eleições! Amém…

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