Anel Rodoviário: uma rodovia de lágrimas

Senador Aécio Neves: Biografia

Em dois anos, presidente Dilma já fez mais do que Lula em oito, mas ainda está longe ser eficiente frente à urgência de se resolver o problema da rodovia da RMBH

Uma marca que irá diferenciar bem a biografia de Aécio Neves/Antonio Anastasia da passagem Lula/Dilma Rousseff se chama BR-262. Ou simplesmente Anel Rodoviário para quem bem conhece a Região Metropolitana de Belo Horizonte e o quanto este nome traz arrepios, lágrimas e muita indignação.

Desde que o PSDB assumiu o Governo do Estado de Minas Gerais, em 2003, vem defendendo a tese de que o Anel Rodoviário não podia mais ficar nas mãos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), pois o órgão já havia se mostrado incompetente para gerenciar a estrada.
                                                             
Aliás, no que se refere às estradas, Aécio Neves se manteve fiel ao traço deixado em sua biografia de defender a estadualização das rodovias federais como forma de resolver os problemas crônicos da falta de investimentos em manutenção e modernização das vias.

Passou oito anos falando para um presidente – Lula – que nunca deu ouvidos às reais agruras dos moradores de Belo Horizonte e de sua Região Metropolitana. Assim Lula foi omisso com o Anel Rodoviário, com o Aeroporto Internacional Tancredo Neves e com o metrô de Belo Horizonte.

As mortes no Anel continuaram todos os meses até Aécio e Lula passarem o bastão, respectivamente, para Anastasia e Dilma.

O novo governador mineiro até tem tido da presidente uma postura mais republicada do que a despendida por Lula em seu governo. A proposta de repassar ao Governo de Minas a responsabilidade pela obra já foi um primeiro passado.

Porém, o ritmo dos investimentos precisa estar no mesmo dos acidentes e mortes que não param no Anel Rodoviário.

Em recente matéria do jornal O TEMPO, traz um cálculo de projeção aterrorizante. Se continuar no estado de abandono a que o governo federal o relegou nos últimos 10 anos, o Anel chegará a 2016 com indicadores de violência próximos de uma guerrilha urbana: serão 13 mil acidentes e 120 mortes.

Se o capítulo da biografia de Aécio Neves e Lula em relação ao Anel Rodoviário já está traçado, melhor sorte pode ter a presidente Dilma. Está nas mãos dela ditar o ritmo em que os acidentes, mortes e lágrimas deixarão de acontecer.

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