Choque de gestão de Aécio Neves e a redução de impostos para empresas

Senador Aécio Neves: Choque de gestão

Por que a presidente Dilma Rousseff reduz impostos para as montadoras de veículos e não faz o mesmo para os itens da cesta básica?

O Choque de Gestão de Aécio Neves se traduziu em melhoria dos indicadores sociais de Minas Gerais ou ficou no campo da gestão? Serviu à redução da desigualdade ou ficou no campo dos incentivos fiscais para atração de investimentos privados? Trouxe melhoria da qualidade vida dos mineiros ou apenas grandes obras?

O Choque de Gestão de Aécio Neves se identificaria melhor com a redução de impostos para grandes empresas multinacionais ou com a redução da carga tributária em itens da cesta básica que atendem, majoritariamente, as camadas mais pobres da população?

A reflexão fica ainda mais válida quando se vê uma distorção incrível na política fazendária praticada pelo PSDB em Minas Gerais e a do PT no governo federal. Enquanto um se preocupa em buscar o fim da desigualdade social por meio das políticas públicas, o outro se agarra nos impostos para tentar manter aquecida uma economia que vive a desindustrialização.

Na sua administração à frente do Governo de Minas Gerais, Aécio Neves determinou a redução a zero das alíquotas de ICMS de aproximadamente 200 produtos da cesta básica, de material de construção, de higiene e material escolar. Medida tomada não para salvar a economia mineira. Pelo contrário, ela andava muito melhor das pernas do que o próprio Brasil. Foi uma ação com o claro intuito de reduzir os custos para as camadas mais necessitadas da população. Uma medida social.

Já o Governo Dilma, usa a redução de impostos sobre a produção de automóveis. Estaria preocupada em reduzir as desigualdades sociais no país ou aquecer um mercado consumidor como forma de driblar os seguidos resultados negativos do PIB, reflexo de uma insolvência do setor produtivo no Brasil?

Se fosse mesmo um governo preocupado com a redução da pobreza, o governo do PT deveria reduzir impostos dos carros ou de itens da cesta básica?

“As duas coisas”. Uma resposta razoável, mas que não acontece na realidade. Enquanto o Governo Dilma reduz o IPI dos carros, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que a carga fiscal média sobre os alimentos é de 14,1% nas grandes regiões urbanas do país.

Com o Choque de Gestão, Aécio reduziu a zero essa carga tributária. O que se espera do Governo Dilma é, no mínimo, uma coerência, dando aos consumidores da cesta básica as mesmas vantagens que dá às montadoras de veículos.

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