De encontro à gestão eficiente de Aécio Neves, pacote de privatizações de Dilma é bom sinal

Mesmo que tardias e insuficientes, concessões da infraestrutura viária podem surtir efeitos positivos de modernização aos moldes das privatizações de 1988      
           

Finalmente, um exemplo de gestão eficiente tão sonhada pelos mineiros e reivindicada pelo senador Aécio Neves há quase 10 anos foi anunciada pelo governo federal: a retirada da administração de rodovias e ferrovias das mãos da União, que já se mostrou incompetente para qualquer ação que pressuponha planejamento e boa gestão pública.

O pacote de concessões anunciados pela presidente Dilma Rousseff vai de encontro ao que Aécio Neves e governadores de Estado vinham solicitando desde o primeiro mandato do presidente Lula, e que nunca saiu do papel. Em 2003, Aécio já lembrava que não existe país no mundo em que as malhas rodoviárias e ferroviárias sejam geridas pelo poder central. Somente o Brasil, com toda a sua gigantesca extensão territorial, vive essa disfunção.

As constantes taxas de crescimento do PIB em índices pífios, a explosão do Custo Brasil e o evidente processo de desindustrialização vivido pelo país desde 2010 foram fundamentais para que a presidente Dilma tomasse a decisão que tanto o PT retrógado tentou barrar. Por mais que ela não admita politicamente que o pacote de concessões tenha essa justificativa, sua equipe econômica sabe que a decisão está umbilicalmente ligada a essas preocupantes constatações.

É bom lembrar, por mais que os petistas gritem, o batizado Programa de Investimentos em Logísticas da presidente Dilma, em volume de recursos, é o maior processo de entrega de gestão à iniciativa privada desde as privatizações de 1988.

O que o PT já havia começado a fazer com os aeroportos no início deste ano, agora, se amplia, à medida que dá o braço a torcer e faz o mesmo com as rodovias e ferrovias: privatiza o sistema de infraestrutura viária, criando patamares mínimos de qualidade para que o setor produtivo brasileiro volte a gerar crescimento para o país.

Mesmo que tardiamente, já que nenhum resultado concreto será sentido pelo país antes de meados de 2014, e em volume de investimentos muito menores que o necessário, o pacote de concessões e privatizações da presidente Dilma e do PT é um sinal positivo de que a tão sonhada gestão eficiente do governo federal, como a gestão eficiente de Aécio Neves e outros sempre clamaram, pode sim acontecer.

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