Minas exige respeito

Ao responder às criticas sobre os baixos investimentos do governo federal em Minas, a Presidência da República soltou uma nota onde tenta justificar o injustificável.

Se os mineiros já sabiam que os investimentos eram poucos, certamente não imaginavam que fossem tão poucos. Com palavras pomposas, a nota, bem ao estilo do PT, confunde o que seriam investimentos, com financiamentos e antigas – transformadas em novas – promessas.

No caso dos financiamentos do BNDES, por exemplo, melhor faria a Secretaria de Comunicação Social da Presidência se tivesse tido a delicadeza de explicar aos mineiros que se tratam apenas de financiamentos, (empréstimos) que serão integralmente pagos pelas prefeituras, e pelo próprio estado. Ou seja, por nós.

Em Minas, há muito o PAC se transformou numa obra de ficção. Basta ver que as obras da BR-381 apresentadas agora como promessa para os próximos anos do PAC, constam como compromisso do mesmo PAC em 2008, sem que nada tenha acontecido. O novo Anel Rodoviário também consta no PAC de 2008, e até hoje nada…

O metrô é outro caso emblemático. Obra de responsabilidade federal, em 17/08/2003, há quase dez anos, o presidente Lula afirmou: “O Metrô de BH será prioridade do governo federal.” Até hoje não chegaram os recursos. O último recurso para ampliação do metrô de BH foi enviado pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na segunda fase do “Minha casa, Minha vida”, Minas foi o estado que recebeu um dos menores investimentos per capita, tendo ficado em 21º no ranking dos beneficiados.

Na época da tragédia das chuvas fomos informados de que Minas foi preterida no repasse das verbas federais: “Um mineiro vale R$ 1,46 e um pernambucano vale R$ 160,97 para a Integração Nacional”, foi  então denunciado .

E não é só isso.

A presidente até hoje não honrou o compromisso de mandar para o Congresso o novo marco regulatório da mineração.

Quem sabe não está na hora de iniciarmos o movimento: “Manda, Dilma!”? Talvez a legítima pressão popular ajude a oposição a vencer a intransigência do PT sobre o assunto.

Por que a presidente vetou o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados e que estendia à área mineira da Sudene os mesmos incentivos  fiscais dados pelo ex-presidente Lula a um único estado do Nordeste?

A medida do presidente tirou de Minas a nova fábrica da Fiat e, com ela, milhares de empregos da nossa região metropolitana. A ação da presidente impediu a criação de milhares de empregos nas regiões mais pobres de Minas.

A mesma indiferença com Minas já havia ocorrido com a retirada dos investimentos previstos na instalação do Pólo Acrílico e que foram transferidos para a Bahia, terra natal do então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e onde ele será candidato ao governo pelo PT em 2014.

Por fim, a falta de compromisso com os mineiros pode ser observada através de documento apresentado pelo ministro Guido Mantega que excluiu do mapa oficial de grandes investimentos previstos para o país o estado de Minas Gerais. O mapa pode ser visto na página 14, em documento oficial do Ministério da Fazenda, disponível no seguinte endereço: http://migre.me/aOLvQ.

Nós, mineiros, continuamos esperando que, na boa alquimia da política, o governo federal transforme promessa em realidade.

Mas esperamos, sobretudo, respeito.

Deputado Federal Marcus Pestana – Presidente do PSDB de Minas Gerais

Deputado Estadual João Leite – Presidente do PSDB de Belo Horizonte

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