Aécio Neves disse não aos novos cargos criados pelo Governo

 
O senador Aécio NevesPSDB  liderou a oposição ao projeto do governo federal que criou mais 90 cargos comissionados ligados à Presidência da República. Blogs e sites lamentaram  o desfecho do caso, como o blog A Folha dos Municípios, que chamou os novos cargos criados de “farra do governo PT”. Confira a matéria:



Por Ricardo Bráulio

 

No auge da crise de corrupção no Governo Dilma, a Presidência da

República através da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do

Senado, aprovou um projeto de lei que cria 90 cargos em comissão de

confiança nos órgãos federais.

 

O projeto aprovado na CCJ prevê 18 cargos em comissão de nível 5 do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS) e outros 25 cargos de DAS-4; 25 cargos de DAS-3; 12

de DAS-2 e dez de DAS-1, além de outros oito cargos em outros grupos.

 

Os chamados “cargos DAS” recebem uma gratificação, além da remuneração

básica. O nível mais alto é o DAS-6, que recebe gratificação bruta de

R$ 11,1 mil. O DAS-5 recebe R$ 8,9 mil; DAS-4, R$ 6,8 mil; DAS-3, R$ 4

mil; DAS-2, R$ 2,6 mil e DAS-1, R$ 2,1 mil.

 

 O PT descaradamente vem como um rolo compressor para se

 favorecer criando o mais conhecido “Bonde da Alegria”, e com uma

 manobra, favoreceu a entrada na casa de sete servidores comissionados

 sem concurso.

 

Não bastasse isso, o Governo Dilma,  através de sua bancada está

tentando minimizar de qualquer maneira a ação criminosa, impedindo com

que a convocação no Congresso de alguns envolvidos e já indiciados

pela Polícia Federal, na Operação Porto Seguro, um esquema de fraudes

e corrupção dentro do gabinete da presidência, que já levou ao

indiciamento de dez servidores públicos, entre eles a ex-Chefe de

Gabinete do escritório da Presidência da Replública em São Paulo,

Rosemary Noronha,dois diretores de agências reguladoras e o adjunto da Advocacia-Geral

da União, que foi prontamente rechazada pela bancada oposicionista no

congresso.

 

 A oposição se manifestou contra a implantação dos novos cargos

 alegando que o presidente Fernando Henrique, quando deixou o governo,

 tinha 1,1 mil cargos subordinados diretamente à Presidência. O governo

 Lula aumentou para 3 mil o número desses cargos e a presidente Dilma

 já ultrapassa o número de 4 mil.

 

O senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) votou contra projeto

de lei do Palácio do Planalto e afirmou: “O projeto é, no mínimo,

inoportuno. O Brasil assiste estarrecido aos últimos acontecimentos

envolvendo exatamente esse tipo de função: cargos comissionados

ligados diretamente à Presidência da República.”

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