A real pergunta: “Por que o líder da oposição, Aécio Neves?”

Enquanto se questiona quando e quem será o candidato em 2014, se faz necessária uma análise sobre o motivo destes questionamentos.

Aécio Neves: líder da oposição

O líder da oposição, Aécio Neves, será candidato à Presidência da República em 2014 ou não? A definição sobre o nome do candidato do PSDB e dos demais partidos opositores ao governo da presidente Dilma Rousseff deve ser antecipada para o início de 2013?

Esses são os questionamentos que começam a dominar o cenário político após a “proclamação” do nome de Aécio Neves, líder da oposição, como pré-candidato, feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo presidente do PSDB nacional, Sérgio Guerra.

Para ambos os questionamentos, existem posicionamentos controversos. Seja na escolha do nome do líder da oposição no Congresso Nacional, Aécio Neves, para representar a corrente de oposição ou em relação ao momento do anúncio deste candidato.

Por outro lado, é preciso deixar um pouco a superficialidade da análise para se chegar ao real motivo que vem provocando a ânsia por resposta para ambas perguntas (quem e quando?).

Por que Aécio Neves? Por que agora?

Começando pela segunda pergunta, é preciso analisar o cenário político-administrativo-econômico do país. O governo da presidente Dilma Rousseff, politicamente, ainda controla de forma substancial as duas casas que poderiam defender os interesses de estados e municípios contra a centralização de poderes e recursos nas mãos da União. Não o fazem exatamente porque, sua maioria, ligada ao PT, que ocupa a Presidência da República, vota de forma partidária e não sob os interesses das populações que os elegeram.

Administrativamente, o governo federal tem falhado sistematicamente em relação às obras e projetos sob sua responsabilidade. Em Minas Gerais, temos como exemplo os erros em projetos de modernização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte e do Aeroporto Internacional de Confins.

E economicamente, a falta de uma reforma tributária na sua inteireza se reflete numa guerra fiscal sistêmica. Além disto, obtivemos o resultado de um PIB – 0,6% no terceiro trimestre deste ano – abaixo de todos os demais países da América do Sul e até mesmo dos países europeus, que vivem sua maior crise financeira desde o período das Grandes Guerras.

Em relação a Aécio Neves, seus dois mandatos como governador de Minas Gerais o credenciam a ocupar um vácuo existente em relação à gestão pública no Brasil. Neste período, o estado apresentou um 9,3% de aumento do PIB, superior à média nacional (7,5%).

Como governador do terceiro maior estado brasileiro, Aécio Neves apresentou resultados sociais formidáveis: colocou os estudantes mineiros nas lideranças dos índices de avaliação de alfabetização; reduziu pela metade a taxa de mortalidade infantil; chegou a retroagir a índices de 10 anos as taxas de criminalidade violenta; transformou a legislação ambiental mineira em uma das mais modernas do país; determinou a redução a zero das alíquotas de ICMS de aproximadamente 200 produtos da cesta básica, de material de construção, de higiene e material escolar.

Tanto o momento de incertezas e resultados econômicos, administrativos e sociais pífios, no que se refere ao governo federal, quanto a força de seu nome, fazem com que a resposta à principal pergunta (por que?) apontem para o surgimento de uma corrente que “proclame”, como candidato em 2014, o líder da oposição, Aécio Neves.

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