Gestão ineficiente: o PT e a máquina de criar burocracia

Mais do que a gestão ineficiente do PT, o que pode estar por trás da verdadeira máquina de se criar estatais inoperantes no governo federal? 

Nos últimos anos, a gestão ineficiente do PT à frente do governo federal tem criado verdadeiras colchas de retalhos em diversas estruturas administrativas. Seja a opção por reduções pontuais de impostos ao invés de encarar uma reforma tributária ampla; seja a retirada bilionária de recursos do Fundo Soberano para evitar um debate amplo do Orçamento da União com o Congresso Nacional e agora a verdadeira máquina de criar estatais que surgiu no Governo Lula e se manteve no Governo Dilma Rousseff. No caso desta última, o que mais intriga é o objetivo: qual a justificativa para se criar novas burocracias administrativas quando o mundo inteiro – inclusive alguns estados brasileiros – caminha para a modernização e enxugamento da máquina estatal em prol de investimentos diretos na população?
Na sua edição deste domingo (07/01), o jornal Folha de S. Paulo traz em sua capa a reportagem “Governo acelera a criação de estatais que não geram receita”. Nela, um levantamento mostra que, em uma década, os governos de Lula e Dilma – período da gestão ineficiente do PT – criaram dez estatais, sendo que apenas uma delas gera receita suficiente ao menos para cobrir os seus custos administrativos.
 
A criação das empresas é um contrassenso frente ao que o próprio governo da presidente Dilma Rousseff já constatou e parece tentar resolver, apesar de já demonstrar sua incapacidade para tal: a paralisia da economia em função do gargalo da infraestrutura do país.
Aos poucos, a presidente Dilma vem descobrindo que as privatizações e concessões públicas são os melhores caminhos para alavancar as obras de infraestrutura no país. Vem fazendo isso em rodovias, aeroportos e portos, mesmo que se utilizando de um modelo ultrapassado e preso aos estigmas da antiga esquerda socialista do começo do século XX.
E até aí, no momento de transferir para a iniciativa privada a responsabilidade por executar as obras de infraestrutura, ou seja, tornar o estado mais leve para investir no social e nas pessoas, o governo petista não consegue se desprender da burocracia: chega ao desatino de criar uma nova estatal – a Empresa de Planejamento e Logística -, com todo o seu inchaço burocrático para simplesmente coordenar as privatizações.
E modelos de gestão pública modernos e de sucesso existem aos montes no Brasil e poderiam ser exemplo para o governo federal, ao contrário da opção por criar estatais inoperantes. Um deles é o Choque de Gestão, criado em 2003 em Minas Gerais e implantado pelo então governador Aécio Neves.
Baseado na premissa básica de “gastar menos com a máquina e mais com a população”, em 10 anos, o Choque de Gestão, de um lado, trouxe a iniciativa privada para junto do Estado e transformou a infraestrutura de Minas Gerais e de outro, possibilitou que o estado atingisse indicadores sociais acima da média nacional.
Frente a isto, é inevitável o questionamento: para que criar dez estatais inoperantes e que, ao invés de gerar receitas e melhorias para o país, incham ainda mais os custos da máquina pública federal?
O motivo ainda é mistério, mas uma consequência é clara e cristalina: o acirramento da gestão ineficiente do PT.
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