Eleições 2014: Proposta de Aécio Neves para 2010 volta à tona

Aécio Neves: Prévias Presidenciais



Rejeitada pelo diretório paulista, proposta de prévias no partido sugerida por Aécio Neves em 2010 agora é a bola da vez para as Eleições 2014

A pré-candidatura de Aécio Neves para as Eleições 2014 dentro do PSDB começa a ganhar novos contornos. Rejeitada por parte do diretório paulista do partido em 2010, a proposta de prévias para a escolha do candidato tucano à Presidência da República, agora, começa se tornar uma bandeira do mesmo grupo. O que teria acontecido para uma mudança de 360 graus na opinião deste grupo em tão pouco tempo?
Em 2009, quando era pré-candidato à Presidência – do mesmo modo que nas Eleições 2014 -, Aécio Neves defendida uma repaginada no PSDB, passando principalmente por uma aproximação maior entre a direção nacional do partido e a sua base. Entre as propostas estavam rodadas de seminários em todas as regiões do Estado, uma revisão das principais bandeiras do programa partidário – ter um projeto para o país e não um projeto de poder, como dizia Aécio Neves – e, principalmente, a realização de prévias para a escolha do candidato tucano para as eleições do ano seguinte.
A proposta foi ignorada por uma parcela representativa do partido em 2009 e a escolha do candidato do PSDB para as eleições presidenciais do ano seguinte se deu de “cima para baixo”, sem que as bases do partido fossem ouvidas ou tivessem a chance da escolha pelo voto, como preza a boa democracia.
Naquele mesmo ano, inúmeros partidos bateram à porta do Palácio Tiradentes, onde Aécio Neves conduzia o Governo de Minas, oferecendo a sigla para que o mineiro fosse candidato à Presidência da República. A resposta foi única, coerente, transparente e enfática: um muito obrigado e a afirmação de que o seu caminho era dentro do PSDB, mesmo porque ele nunca seria candidato a presidente da República por uma vontade pessoal.
Agora, quatro anos depois, perto das Eleições 2014, a proposta defendida por Aécio Neves, rejeitada por um grupo dentro do PSDB em 2009, volta a ser evocada, mas, surpreendentemente, pelo mesmo grupo que a rejeitava.
Assim como aconteceu com Aécio Neves em 2009, neste momento, surgem outros partidos políticos se oferecendo a José Serra para que deixe o PSDB, curiosamente, mesmo sem que ele tenha se manifestado como pré-candidato.
No momento em que a oposição se esforça para se fortalecer, ter um discurso único frente à política de partidarização do governo federal implantada pelo PT, o mínimo que se espera do PSDB é coerência. E caso isso exista ou não, de qualquer forma, será lembrado nas Eleições 2014, sem ou com Aécio Neves.



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