Senador Aécio Neves: Governo age mais com foco em 2014, do que nos desafios de 2013

Senador Aécio Neves: Governo age mais com foco em 2014, do que nos desafios de 2013
Senador Aécio Neves em entrevista coletiva em Goiânia

O senador Aécio NevesPSDB, em entrevista coletiva durante o Encontro do PSDB em Goiânia, voltou a criticar a postura do governo em antecipar a campanha eleitoral para a presidência. Para o senador, “o Brasil tem desafios enormes a enfrentar este ano”, mas o governo optou por focar em 2014.

Leia abaixo a entrevista com o senador Aécio Neves – PSDB:

Sobre o encontro em Goiânia

É um evento importante do PSDB. Goiás é um dos estados onde o PSDB está mais estruturado e temos que conversar sobre o Brasil sim. Sobre o Brasil, sobre o Centro-Oeste, sobre Goiás. Não estamos em campanha. Na verdade, quem está em campanha, que me parece estar em campanha, é a presidente da República. Algo inédito na história do Brasil, e talvez das democracias mais evoluídas, é o governo antecipar uma campanha e agir muito mais com foco em 2014 do que nos desafios de 2013.

O Brasil tem desafios enormes a enfrentar este ano. Tivemos um crescimento da economia pífio no ano passado, com baixíssimo investimento – talvez o menor dos investimentos entre os países da região. Já há uma nuvem no ar no que diz respeito ao recrudescimento da inflação. A maior das conquistas do Brasil moderno foi o fim da inflação, que ele sim incluiu alguns milhões de brasileiros absolutamente excluídos pelas perdas permanentes que tinham no período inflacionário e venho aqui hoje falar um pouco da contribuição do PSDB para os avanços que, reconheço, existem no Brasil de hoje, talvez refrescar a memória de alguns em relação à bendita herança do período em que tivemos Fernando Henrique governando o Brasil. A importância das iniciativas de Goiás, sobretudo no campo social, para a implementação de políticas hoje exitosas, em parte do governo do PT.

E vamos falar do futuro. O Brasil não pode se contentar apenas com a administração da pobreza, temos que dar passos absolutamente consistentes, eficientes na busca da superação da pobreza. Isso só se faz com investimentos maciços em educação, em educação de qualidade. Não queremos apenas emprego. Queremos empregos cada vez melhor remunerados. Então, acho que essa é uma marca do PSDB. As gestões do PSDB são gestões exitosas. Aonde o PSDB governa, governa com bons resultados.

Queremos, aqui, mostrar que a meritocracia é muito melhor companheira do que o aparelhamento da máquina pública. As parcerias com o setor privado, hoje, são essenciais para superarmos os gargalos, por exemplo, de infraestrutura que vivemos hoje. O Brasil vai produzir uma safra recorde de grãos agora esse ano, em boa parte aqui na região Centro Oeste, e não terá como escoar essa produção pelos gargalos de infraestrutura que o governo não enfrentou.

Então um governo que  acha que pode acabar com a pobreza e com a miséria por decreto e com maciça propaganda oficial, merece, sim, ser enfrentado e combatido.

Sobre 2014

Sou parte de um grupo político. O Brasil não precisa de salvador de pátria. O PSDB apresentará um projeto alternativo para o Brasil, focado na eficiência, na ousadia no que diz respeito a uma política externa conectada com os interesses do Brasil.

Para se ter uma ideia, o Brasil já chegou a participar com mais de 2% do conjunto do comércio externo, do comércio internacional. Hoje participamos com cerca de 1%, caímos a menos da metade de algumas décadas atrás. Hoje se vislumbra no cenário futuro, uma aliança entre os Estados Unidos e a União Europeia. Significa que o Brasil novamente fica de fora.

O Brasil compete com os Estados Unidos, por exemplo, na exportação de grãos, de milho em especial, em exportação de soja, e vamos perder um dos nossos principais mercados que são os países da Europa.

Então, o Brasil assiste, passivamente, o desmonte da sua indústria. Hoje estamos voltando ao que tínhamos na década de Juscelino, na década de 50. Éramos exportadores de commodities. Então tem muita coisa que precisa ser corrigida.

O governo, infelizmente, tira os olhos de 2013, foca em 2014 e isso me preocupa muito. Não apenas do ponto de vista da economia, mas sobretudo do ponto de vista da geração futura de empregos.

Sobre Petrobras

Essa já é mais uma demonstração clara do desgoverno do PT e das suas perversas consequências nas empresas públicas. Curiosamente o governo que se diz mais nacionalista talvez desde os governos militares, que tinham esse slogan, é o governo que levou à bancarrota patrimônios nacionais como a Petrobras.

É gravíssimo o que estamos vendo do ponto de vista da gestão e dos equívocos, apenas para ficar em um termo mais brando.

Vamos discutir na semana que vem, o PSDB vai fazer um grande encontro no dia 13, em Brasília, para mostrar os equívocos da gestão e denunciar negócios hoje condenados até mesmo pelo Tribunal de Contas. 

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