Aécio Neves 2014: onde estava o PT nos últimos 10 anos?

Senador Aécio Neves: criticas ao Governo Federal

Aécio Neves 2014: nos últimos 10 anos,
estados e municípios sofreram com a concentração de recursos nas mãos do
governo petista
O que o atual líder da oposição, Aécio Neves,
falava aos quatro cantos há 10 anos, exatamente quando o PT chegava ao poder
central, infelizmente, começa a acontecer: estados e municípios à beira de um
colapso pela ausência da rediscussão do Pacto Federativo. E isto não precisaria
ocorrer se os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff não
passassem uma década omissos, já que o governo federal só fez a concentração de
recursos aumentar nas mãos da União e se negou a propor uma reforma tributária
que favorecesse o fortalecimento de estados e municípios.

Enquanto Aécio Neves levantava a bandeira da
“refundação da federação”, onde uma reforma tributária ampla e irrestrita
deveria acontecer de forma urgente a salvar estados e municípios da falência, o
governo central do PT virava as costas para a realidade destes entes federados.

A renegociação das dívidas dos estados, o fim
da guerra fiscal por meio da unificação das alíquotas do ICMS, a criação de um
Fundo de Desenvolvimento Regional, entre tantos outros pleitos, já eram algumas
das bandeiras defendidas por
Aécio Neves e inúmeras vezes levadas por ele ao
ex-presidente Lula.

Em vão. Nem Lula e tampouco sua sucessora
Dilma Rousseff foram sensível a estas demandas. Preferiram aumentar ainda mais
a concentração dos recursos nas mãos da União (chegando perto dos 60%) e usar
desta realidade para barganhas eleitoreiras, como o PAC, onde bilhões de Reais
eram anunciados como investimentos, mas pouco deles realmente foi realizado com
recursos próprios da União.

A verdade é que a reforma tributária com o
enfoque no fortalecimento do Pacto Federativo, na redistribuição de renda entre
os entes federados, nunca foi interessante para Lula e Dilma Rousseff. Melhorar
a capacidade de investimentos de estados e municípios significaria reduzir a
própria capacidade do PT de utilizar a máquina federal como forma de se
perpetuar no poder.

Agora, a questão ficou insustentável. E os
governadores resolveram dar o grito no momento em que mais causa pânico ao PT e
que, sabidamente, o faz trabalhar: o período pré-eleitoral. Por isso,
assistimos a uma presidente Dilma “preocupada” com o Pacto Federativo.

Ora, porque ela e o PT não se uniram para
resolver essa questão nestes últimos 10 anos quando eram maioria, viravam as
costas para estados e municípios e tentavam desmerecer essas bandeiras que eram
empunhadas pelo líder da oposição,
Aécio Neves?
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